Puedo ser.


Nathalie Cristine. 16 anos.

heyilove:

Em cima da cama, o bilhete escrito à mão, informava:

Preciso de um tempo para mim, pensar quem sabe. Volto em breve, prometo que nem terás tempo para sentir minha falta.

E por várias manhãs, a cama amanheceu vazia. Sem sinal da sua presença, sem vestígio do teu calor. Os travesseiros empilhados e os cobertores guardados cuidadosamente dentro do armário. Seu cheiro espalhado pelos lençóis e algumas roupas atiradas pelo quarto. Ao chegar na cozinha, a caixa fechada do seu cereal favorito ainda em cima da mesa, completamente intocada. Os jornais molhados pela chuva, aguardam ser recolhidos por ti amor, na porta da varanda assim como todos os belos dias. E o café esfriou, telefone não tocou e o celular permanece sem receber uma mensagem sua. O que houve? Quem te fez mudar de ideia? Por que não voltou ou ao menos tentou ligar? Não sabia que as coisas chegariam a esse ponto, não pensei que deixaria sermos completos desconhecidos. E perdoa pequeno, se faço parte da culpa desses erros, nunca quis estragar o que de tão lindo tinha nosso relacionamento. Mas sou fraca, quase frágil demais perto de ti, deixei-me levar por palavras alheias e hoje, sentada nesse sofá que por tanto tempo nos pertenceu, escrevo-lhe essa carta. Não sei se chegarás até você, mas um dia vai ler e entender o quanto lutei por nosso amor. Vai saber que de verdade eu te amei e talvez eu ainda ame. Mas como disse, sou fraca, incapaz de levar assim essa situação. Incapaz de correr um pouco mais atrás de você, correndo o risco de sair daqui sem nada. Se me quiser de volta, talvez possa ter, se apressar os passos e se esforçar pra chegar a tempo, porque o relógio não para. E pode ser tarde demais pra impedir que meu coração se acomode nos braços de outro alguém.” — Cintia (Hey! I Love)

(via in-sufficiency)

(Source: copulus, via granadarosa)

(Source: sembarreira, via granadarosa)